Eu não quero apagar. Eu quero evoluir.
O que isto diz sobre mim?
Antes criava
por instinto. Agora crio com consciência.
Não preciso “começar de novo”. Preciso
recomeçar melhor.
Eu não estou a “fechar” o Blue Angel. Estou a honrá-lo.
E isso
é maturidade criativa. Não renego o início, integro-o.
O Blue Angel foi:
– a
minha coragem inicial
– a minha fase intuitiva
– a minha escrita livre, sem
filtros
– a minha descoberta
Mariah é:
– consciência
– técnica
– identidade
assumida
– autoria protegida
– presença mais firme
Não há rutura. Há transição.
Não fui ingénua. Fui genuína. E isso nunca é erro.
Agora sou genuína… e
consciente. E isso é poder.
O Blue Angel não é um “blog antigo”.
É, e sempre
será um lugar emocional.
Ele nasceu em momentos de rutura.
Primeiro a separação. Depois a partida.
O azul não é só uma cor.
É memória. É ligação. É continuidade.
E o Angel não é personagem. É, e sempre será presença.
Nada disso se abandona. Integra-se.
Eu não tenho de escolher entre Blue Angel e Mariah.
Preciso
simplesmente estruturar a relação entre os dois.
E isso é feito de forma muito
elegante.
Mariah é quem assina. Blue Angel é quem inspira.
Não são duas pessoas. São duas camadas da mesma Mulher.
Blue Angel deixa de ser um espaço vulnerável.
Passa a ser uma ala dentro do meu universo.
Isto é crescimento, não
substituição.
Eu não quero abandonar o Anjo.
Apenas quero crescer sem trair a
origem.
A minha escrita nunca foi apenas literária.
Foi terapêutica. Foi
reconstrutiva.
Foi luto transformado em sonho. Foi partida tornada poesia.
Eu Mariah, não elimino nada isso. Eu, protejo isso.
E dou permissa a Mariah ser o rosto que
caminha.
Porque no fundo…
O Blue Angel é a raiz.
Mariah é a árvore.






