Embora doa, não me sinto triste,
o amor não tem nome,
mas tem a sua morada em mim,
essa semente que plantei, por si mesma se criou,
é a brisa que me rodeia,
o ar que respiro e me faz viver,
passou… e ficou...
o amor não tem nome,
mas tem a sua morada em mim,
essa semente que plantei, por si mesma se criou,
é a brisa que me rodeia,
o ar que respiro e me faz viver,
passou… e ficou...
Não me deixa oca nem vazia,
nem se encontra ausente,
apenas cresce fora de mim,
mas acompanha-me lado a lado...
O tempo passou mas não parou,
ainda me encontro aqui
como quem um dia chorou
por tanto esperar alguém,
quem sabe por ti…
Voou… e acabei por me perder
sozinha nesse mesmo tempo,
enquanto aguardei por te ter,
sou flor, sou perfume… sim, sou,
na essência que há em mim...
Ser jardineiro é ter
as palavras certas nos gestos
e acertar o compasso da melodia
que toca as finas pétalas,
para se manterem com a cor
e o aroma que lhes dá vida...
Assim é o amor que alimento em mim,
não se prende,
deixa-se livre e, sendo amor,
segue o nosso ritmo
sem nunca nos deixar sós...
O que plantaste em mim,
de mim colherás...

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