Neste vasto rio de poesias
que o tempo me deu,
serpenteiam palavras das minhas mãos,
tombam cascatas de letras
como se refrescassem aquilo que sinto…
que o tempo me deu,
serpenteiam palavras das minhas mãos,
tombam cascatas de letras
como se refrescassem aquilo que sinto…
Navegam e fazem-me sentir mais perto,
nas águas de um deserto
que não permitem ir mais além,
e abandono-me no seu leito,
onde adormeço tantos sentimentos
em frases descompassadas que te dou…
Um tudo e um nada,
como a vida que desliza
nas pontas dos meus dedos…
Verso a verso, perdem-se pelas margens desse rio,
que docemente ampara um olhar despido
e, sonolento no meu peito,
levo-o nas asas do tempo,
com gestos suspensos à porta do silêncio
que inebriam tanto balbuciar…

Sem comentários:
Enviar um comentário