“Blue Angel nasceu do azul da memória e do sonho que nunca se perdeu. Hoje, Mariah assume a escrita, mas o Anjo continuará a sussurrar.”
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
O TEU 68º ANIVERSÁRIO
Hoje não estás aqui ao meu lado para te poder dizer:
-Feliz dia pelo teu aniversário!
e depois te diria que te amo mais um ano
e por fim nos daríamos aquele nosso abraço...
Com o NOSSO AZUL te escrevo:
Sentir a tua falta é algo inexplicável
Tenho saudades
das nossas conversas
das nossas brincadeiras,
até das nossas discussões,
de tudo o que me ensinaste
de te ter ao lado mesmo quando eu estava errada
e depois me mostravas como corrigir,
das caminhadas que faziamos
os jogos de futebol que assistiamos
daquele filme que viamos e nos fazia chorar
Tenho saudades de ti... de nós
o orgulho quando me levavas
e acompanhavas à discoteca,
as minhas amigas roiam-se de inveja
e ficavam fascinadas
de te ver ali na pista ao meu lado
Tenho saudades até daquele dia
em que te foste embora de casa
e que tanto nos fez chorar aos dois antes de partires
Doiem muito as saudades que tenho de ti
mas estou certa,
que deves estar num lugar previligiado no céu...
Só queria ter mais um dia que te pudesse ver,
e com o por do sol te voltar ouvir dizer:
-Já hoje te falei que te amo minha filha?
e eu como sempre te poder responder:
-Ainda hoje não te disse que te adoro Papá...
(BLUE IS STILL MY (OUR) COLOR
Fathy Kard
terça-feira, 18 de agosto de 2009
ESTÁS AQUI EU SEI...

De ti ficou um pouco,
do teu misterioso poder
numa voz mansa que sussurrou,
no sol que não aqueceu
na lua que não brilhou
na estrela que não cintilou
no mar que não ondulou
no fogo que não ardeu
na melodia que não tocou...
De ti ficou um pouco...
um pouco do nada que de ti ficou,
obrigado por tudo o que deixaste de ti...
Fathy Kard
DO QUE FUJO...

Fujo do irreal,
tão longe... ainda mais longe de mim...
Nem terra, nem água... perco amor, memória,
até do eco sem voz num chamamento que se dissipa...
Todos os gestos inúteis, sem cor, nem ornamento
até no som melódico das palavras...
Fujo de tudo,
e cada vez mais longínquo sem calor...
o desejo irónico do ar que não respiro
mas até me envolve...
Ausência... apenas fujo,
vivo, calada, indiferente e solitária,
solta num mundo infindo
em susbstâncias de um Anjo...
Fathy Kard
PROBLEMA DE EXPRESSÃO

Dizes-me que não tens a minha veia poética,
nem a inspiração das minhas palavras,
mas sei, tenho certeza que nas tuas atitudes
estás à altura do que te escrevo...
Dizes-me que faço poesia
cheia de palavras doces,
mas sei, tenho certeza que os meus gestos
não estão à altura das letras que não sabes escrever...
Fathy Kard
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
sábado, 1 de agosto de 2009
DUAS MULHERES...OU TRÊS

Em friezas de uma tela
com a rigidez de teclas,
rimas e poemas pinto
com o que sonho ou não...
faço histórias, filmes, brinco,
Entre risos de brincadeiras mostro ou não vontade
e nada diz a mulher que sou de verdade...
Mas não quero com isto dizer
que o que escrevo seja mentira ou falsidade,
Até pode ser que chegue um dia
que sem teclas nem tela fria te possa falar,
com olhos nos olhos e entre alguma magia
leias a mulher que não quero dar...
Cedo-me ao direito de omissão
para que não diga toda a verdade do meu coração...
E se alguma vez me leste
foi com o veneno da tua sabedoria
rotulando-me de igual a outras
que na tela do teu espelho me vias...
Mas olha para o reflexo da tua imagem
sempre uma segunda vez
porque as tuas menos verdades
luzem cada vez mais alto nessa tua pequenez...
Se no fim deste quadro
pensas que duas mulheres sou,
estás muito enganado que não são duas... mas três,
E com o brilho desse teu olhar
que te cega esse teu tanto saber,
pintei o quadro que pensas enganar
da terceira mulher que nunca irás conhecer...
Fathy Kard
sexta-feira, 31 de julho de 2009
CAMA DE CHEIROS
Quero ter aquela noite que me aromastecom pétalas de rosas perfumadas.
Quero deitar-me, deleitar-me
nessa cama de cheiros
misturada com o teu gosto
que me embriagou os sentidos,
e nos rendemos em suores olorados.
Quero acordar nesse leito vazio
mas inundado num prazer que fica em mim,
dentro de mim...
Nessa cama que encharca todo o odor
dessa noite de amor...
o teu cheiro de rosas,
o teu doce envolvido com o meu sal,
todo o nosso calor...
Fathy Kard
quinta-feira, 30 de julho de 2009
CONTINUO A VOAR

Continuo num voo
que segue ao ritmo das tuas pegadas,
que aumenta quando estás próximo
e vem a esperança de poder pousar
e abraçar-te nas minhas asas..
Abranda... lento, muito lento quando te afastas,
e vem a tristeza de que irei perder o teu rasto
e não poder ver-te mais...
Cerro meus olhos
quando não são iluminados pelo teu olhar,
ensurdeço num ruido calado
quando nem em surdina ouço a tua voz...
Perco as asas e desfaleço
quando não consigo acompanhar teus passos
Meu espirito voa sem rumo,
neste espaço sem fim,
quando não encontro o teu trilho na calada da noite...
O silêncio reina
apenas escuto o bater do coração,
que anseia por uma asa que não existe mais,
a vontade de estar perto era tanta,
que a decepção foi ainda maior
quando ouvi no teu grito:
- Não existes... nunca exististe, senão tinha dado por ti!
Desde aí, o meu voo passou a ser solitário
num sofrimento
de quem perdeu algo especial que não aconteceu,
algo que não podia ter sido jamais sentido...
No meio de um voo sem ritmos
gelam os sentidos sem a criatura amada,
uma lembrança quase indesejada...
Parte do coração já se foi,
a outra parte ficou embrelhada nas trevas
Ainda assim, ergo as asas e penso em voar,
porque teimo teus passos acompanhar???
Fathy Kard
domingo, 26 de julho de 2009
A LOIRINHA...

A semana foi interminável,
o fim de semana é curto mas agradável...
Vamos entregar-nos aos efeitos da "loirinha",
refrescante, apetitosa, jovem dourada, saborosa
que com tempo se torna amarga,
mas não se resiste ao encanto do seu borbulhar...
Pega-se nela com vontade à sofreguidão do seu gosto,
ávido, inebriante, sedento, que faz apetecer sempre mais...
Após um tempo começa-se a conversar numa lingua de enrolar...
Já extasiados, e como a noite amanhece,
regressa-se a casa, a sensação de abandono aumenta...
pensa-se como a vida que se tem não chega, não presta...
chora-se, bate-se na porta dá-se um soco no balcão,
parte-se a própria mão na "prova" da força...
e torna-se sistema... um vicio...
semana interminável, fim de semana curto
e sempre com a fiél companheira "loirinha"
o mesmo ritual na volta para casa...
partindo móveis... até quando?!
(Infelizmente uma realidade para muita gente,
e enquanto houver móveis para partir...
mas, e quando não restar nada... como vai ser?!)
Fathy Kard
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