“Blue Angel nasceu do azul da memória e do sonho que nunca se perdeu. Hoje, Mariah assume a escrita, mas o Anjo continuará a sussurrar.”
domingo, 8 de março de 2026
É Mulher um Poema
quarta-feira, 4 de março de 2026
A Noite e a Lua
a noite sonha que é dela…
serenamente descansa nua,
envolta em luz como uma estrela…
Abraçando brisas de vento,
murmuram segredos entre si…
e em suaves bailados,
num leve embalo adormeci…
Durmo viajando no teu brilhar,
por caminhos onde o sonho impera…
passeando emoções com o teu luar,
nas estrelas fico à tua espera…
E quando for hora de despertar,
outra luz há de brilhar…
não será noite, nem haverá Lua,
nem terá a magia igual à tua…
Mas sempre que a noite chegar,
vestida de estrelas, ficarei para ver…
a magia das noites de luar,
e no doce embalo… adormecer…
segunda-feira, 2 de março de 2026
Silêncios do Amanhecer
que toca o nascer do novo dia,
procuro nele o jardim do mundo ao horizonte,
no céu descubro o arco-íris por entre nuvens
que se dissipam nas delicadas gotas de chuva…
Sinto em mim o infinito
que me cruza o corpo,
na madrugada em que adormeci…
Renascem da penumbra sons e sentires
que entoam palavras no tempo perdidas,
isoladas nessa melodia matinal,
vagueiam com o pensamento
murmúrios e sussurros que largo ao vento…
Entre o sentir e o momento
quebra-se a solidão,
pela ilusão da magia
de um sentimento em que mergulho,
nas eternas memórias da noite
onde todos os sonhos ainda são possíveis…
sábado, 28 de fevereiro de 2026
Segredos ao Luar
entre a noite e o luar,
seguem-lhes almas errantes
onde mais nada tem lugar…
Um vazio com encantamento
são as noites perdidas,
de quem lhes conhece o momento,
ébrias de mistério… ficam esquecidas…
Avizinhando o nascer do dia,
escondem os sonhos nelas vividos,
as ténues lembranças que silencia
nas noites de luar, ficam adormecidos…
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
Amanhecer
que se renovam ao amanhecer,
num puro querer…
Encontram a sua morada
onde no peito dispara um sentir,
de novos sentidos a redescobrir…
Estendem-se no tempo,
num simples papel em branco,
e mesmo diante de temporais,
da forma mais simples, escrevo...
e faço nascer o meu arco-íris…
como o sol que floresce em mim...
não consigo contê-las,
e procuram a calma,
que encontrarão no teu olhar…
ao lê-las…
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
Dama da Noite
nas asas frágeis do vento,
vagueia pelas horas perdidas
quando se despe pela madrugada…
Lento é o seu movimento,
pleno de mistério e ecos ensurdecedores,
por entre demoras de passos furtivos
que procuram atalhos em sonhos…
A Lua proclama-a de sua Dama,
amante que a despe da solidão,
vestindo-a de momentos eternos…
Assombram e invadem os sentidos
que se pronunciam em silêncios,
e murmuram por entre estrelas…
Como pedras preciosas ocultas,
que encantam o olhar
e escrevem o teu nome na pele de um sonho…
sábado, 21 de fevereiro de 2026
Alma Lunar
Sou uma alma lunar,
em noites despertas que me namoram,
trocamos segredos
e vivemos enredos,
enquanto o mundo dorme lá fora…
Descalça de ruído,
caminho no silêncio das horas,
onde a luz é suave
e o sentir não se esconde…
Converso com a Lua,
faz-me ser sua…
despe-me de preconceitos,
deita-se no meu leito
e envolve-me num silêncio que me entende…
Assim me escuta a Lua,
sem pressa, sem julgamentos,
e eu deixo nela pedaços de mim,
como quem aprende a não se perder…
Desfaço-me em pensamentos,
como quem se entrega sem medo,
e deixo cair as máscaras do dia,
uma a uma,
até restar apenas o que sou…
É um tempo só nosso,
feito de pausas e suspiros,
onde tudo abranda
e nada se impõe…
Ela conhece-me…
nos vazios que escondo,
nos excessos que calo,
nas palavras que nunca disse…
E nesses instantes,
eu fico despida de mim,
entre o escuro e a luz,
encontro-me inteira naquilo que sinto,
abraçada à noite que me guarda…
Há em mim um lugar
onde só ela entra,
onde o tempo abranda
e a alma respira…
E é aí…
entre o silêncio e o luar,
que me reinvento,
e volto a nascer…
sem pedir licença ao mundo.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
Crescer e Renascer
domingo, 15 de fevereiro de 2026
Epílogo
entre a noite e a luz,
entre o instinto e o sentir…
vou-me descobrindo…
não como quem se procura,
mas como quem finalmente…
se reconhece…
História... inacabada... (continuação)
II - Quando a noite encontrou o seu reflexo
como quem nunca soube repousar,
como quem sempre viveu à margem,
do toque… do abrigo… do amar…
Nos seus olhos encontro a noite inteira,
profunda, indomável… mas cansada…
e sem que uma palavra se diga,
reconheço nela… uma alma perdida…
tão minha… quanto dela…
Não a prendo,
não a afasto,
apenas fico…
E nesse silêncio partilhado,
onde o medo já não tem lugar,
ela deixa-se ficar em mim…
e eu… aprendo a não fugir…
A Lua, testemunha desse encontro,
ilumina não o caminho,
mas o que em nós se revela…
E ali…
entre o instinto e o sentir,
entre o receio e o abraço,
a fera não desaparece…
transforma-se…
E pela primeira vez…
não é solidão que carrega…
é pertença…
III - A Fera
como quem sempre soube onde pertenço…
Traz nos olhos a inquietação da noite,
e no silêncio… tudo o que não digo…
Não a temo,
Porque nela,
vive o instinto que em mim se cala de dia…
Abraço-a,
não por ser solitária…
mas porque sei que é nela,
que também existo…
E nesse encontro,
não há luta…
há pertença…









