“Blue Angel nasceu do azul da memória e do sonho que nunca se perdeu. Hoje, Mariah assume a escrita, mas o Anjo continuará a sussurrar.”
segunda-feira, 28 de junho de 2010
AINDA HOJE NÃO TE DISSE...
Ter-te distante
e querer-te junto a mim,
habita-me no infindável
do sonho que adormeceste.
Procuro-te no horizonte
ao sabor do vento
que me agita o olhar
com a suavidade da fonte que bebo,
na lágrima que me acaricia a face.
Trago-a como fruto que amadureceu
e alimento-me com ternura
do suco que a saudade me dá.
Deixo-te livre,
sem nunca deixar de te mostrar
o quanto é intocável e sem tradução
o que és para mim...
-Ainda hoje não te disse que...
t
e
a
d
o
r
o
Fathy Kard
Lost inside you heart...
terça-feira, 22 de junho de 2010
ADAMASTOR
No mar dos sentidos
deliciosas tormentas se banham
no gosto salgado dos suores,
que deslizam entre suculentos beijos,
nos dedos que se soltam e torneiam dermes...
Corpos desmaiam num frémito abraço,
desfalecem nas dunas de uma praia
e adormeces fatigado da tempestade.
Feito cavaleiro andante dos mares,
quão Adamastor que me embebe de paixão e amor,
navegas em busca de aventuras,
deixando para trás heróicas letras
de um sonho adormecido.
Sem ferir e merecidamente,
suprimes o rio que embarca o meu desejo...
E no leito de uma carta escrita,
aguardo que os braços do vento
me resgatem e me levem até ti,
fico à tua espera...
Fathy Kard
segunda-feira, 21 de junho de 2010
PERDIDA NO TEU OLHAR
Senti os teus olhos pousados em mim,
leste-me e desenhaste-me num traço simples,
fazendo-me de tua amada...
Sem para onde ir,
perdi-me em ti e percorri caminho de Éden,
sempre que me olhaste assim...
Ouvi a tua voz
Experimentei o teu toque
Adivinhei o teu odor
ficou gravado na minha pele...
No teu brilho vi
a chama da paixão vivida em sonhos,
tão só, nesse teu olhar insigne...
Fathy Kard
Perdida no teu olhar
INÍQUO...
Tento apaziguar a dor dos últimos dias,
como se de tudo nada mais restasse,
senão memórias esquecidas.
A luz ténue do sol
acalenta um pouco o cansaço que machuca,
quando cumplicidades se ousaram
e romperam implicitamente,
como folhas caídas de uma árvore no Outono,
espelhando-as pelo chão.
Vem minha tristeza como prece,
num entrelaçar de dedos
indagar gestos de ternura invalidados...
Quem sabe um dia,
seja a luz dos teus olhos que te guie
na estrada que escolheste
levada pelas palavras de outros olhares.
Afrontam... desafiam... atropelam...
vencem, iniquamente sem olhar a meios...
Silenciosamente me rendo,
guardando as letras que faltam,
na esperança do despertar de um amanhã,
brisas te envolvam e segredem murmúrios meus...
Fathy Kard
sexta-feira, 18 de junho de 2010
BRISAS
Brisas segredam-me perfume de ti.
Fecho os meus olhos e sinto
a caricia do teu murmúrio... procuro-te.
Rendo-me ao teu olhar inebrio,
que me envolve num beijo delicado e ardente.
Entrego-me ao calor do teu abraço,
teus dedos em surdina tacteiam-me os recantos da pele.
Invades silenciosa e deliciosamente o sustento da minha cobiça.
Sinto os delirios que nos perseguem,
e insanamente vibro de prazer com o sal que bebo do teu corpo.
Somos amantes como as ondas pertencem ao mar.
E neste meu sentir cai a noite.
Extasiada deixo-me adormecer nos braços,
do aroma que me traz esse teu sabor e me embriaga.
Ao despertar pela manhã o doce calor,
da aragem dos raios do sol, leva-me ao teu encontro.
Fathy Kard
quarta-feira, 16 de junho de 2010
NAUFRAGO NO SONHO
Quero ser constelação
e dar luz à escuridão que habita em ti,
Anelo ser aos teus olhos musa,
e anuir à razão do teu apetecer.
Ser o frio das tuas noites sombrias,
que debaixo de névoas alaga sonhos.
Trazer gotas que dão de beber o mais doce néctar,
e disfrutar do suco que te embriaga a pele.
Anseio acalentar-te nos meus braços
e tragar do amor que se perde no breu da ausência.
Temo o vasto universo do desejo que me rodeia,
mas não será fronteira da sua existência.
Delicadamente,
vou deitar-me nas dunas que avizinham o teu corpo,
e naufragar na corrente dos nossos sentidos.
Fathy Kard
segunda-feira, 14 de junho de 2010
PRESENTEIAM-SE...
Presenteiam-se estrelas
que nos seus cintilantes se vêem olhares,
delineando escondidos sorrisos.
Exibe-se o Sol,
Exibe-se o Sol,
e no seu brilho dão-se as mãos
que serenamente lado a lado pousam no mar,
expondo dedos que se entrelaçam
e rasam seu leito suavemente,
dedicando-se em leves caricias,
nas vagas que se espumam docemente em aromas.
que serenamente lado a lado pousam no mar,
expondo dedos que se entrelaçam
e rasam seu leito suavemente,
dedicando-se em leves caricias,
nas vagas que se espumam docemente em aromas.
Fathy Kard
quinta-feira, 10 de junho de 2010
HOJE... IMERJO
"Quem me dera
encontrar
o verso
puro,
altivo
e forte,
estranho
e duro,
que dissesse
a chorar
isto
que sinto"
(Florbela Espanca)
Há dias que...
As mãos estão vazias
não se estendem em asas para voar
a deixarem levar-se pelo vento
e pegar nas brisas que levam tormento
Turbulência de incerteza
espreita e arrasta
caiem abandonadas...
Fecham-se os olhos
e mergulha-se na alma
gritante, triste e chorosa
Tenta-se entende-la,
ouve-se o silêncio que vascoleja e derruba,
responde-nos a intolerância....
Há dias que... como hoje
Imerjo na lágrima
da dor seca
que me navega a alma
Fathy Kard
DONOS DOS SONHOS
Ninguém é de ninguém,
e no sonho somos
únicos, donos e senhores,
fechamos os olhos e vagueamos
sem temer os excessos a que nos possa levar...
Erguem-se voos
somos terra, mar, amor ou até mesmo dor
Transformamo-nos
em lindas e belas borboletas saltitantes
à conquista do polén na flor
que nós dá a mais bela cor
Vivêmo-los intensamente,
à medida do coração, dos desejos ou não...
meus, teus, vossos...
Não devemos deixar voar os sonhos,
mas deixemos que a borboleta nos guie até eles.
Sou sem dono, mas sou de todos os sonhos
e não receio elevar-me,
no nosso ou deles...
Fathy Kard
quarta-feira, 9 de junho de 2010
DESPERTAS-ME NO PENSAMENTO
"Existe um lugar, onde ninguém te pode tirar de mim,
esse lugar chama-se pensamento...e nele tu pertences-me"
(Charles Chaplin)
Esperta-me o pensamento na madrugada
múrmura-me castas palavras desnudadas,
colhidas em púrpura Deusa...
Bebo-as demoradamente
e em cada gole que lhe sorvo
inala-se o âmbar do seu aroma
degusta-se o seu mais puro néctar...
Entorpece-me
arrepia-me
desperta-me
no seu paladar... sabiamente
Fathy Kard
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