Amanheço-me
quando a Lua ainda chora
a tua longa ausência…
quando a Lua ainda chora
a tua longa ausência…
Sobre os espelhos de água
caem todas as minhas emoções…
prolongadamente as observo
e, entre nós,
e, entre nós,
flui a acentuada anestesia
de um desejo intenso,
pronunciado em palavras enfeitadas…
Brota no âmago um sentir
refrescado pela brisa matinal,
nas promessas escritas
num livro aberto,
lidas e repetidas
noutros lugares sem nome…
É o murmúrio que nasce da essência
e percorre a nudez do incerto,
de um sonho
que mora em mim…

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