II - Quando a noite encontrou o seu reflexo
Sinto-lhe o pulsar inquieto,
como quem nunca soube repousar,
como quem sempre viveu à margem,
do toque… do abrigo… do amar…
Nos seus olhos encontro a noite inteira,
profunda, indomável… mas cansada…
e sem que uma palavra se diga,
reconheço nela… uma alma perdida…
tão minha… quanto dela…
Não a prendo,
não a afasto,
apenas fico…
E nesse silêncio partilhado,
onde o medo já não tem lugar,
ela deixa-se ficar em mim…
e eu… aprendo a não fugir…
A Lua, testemunha desse encontro,
ilumina não o caminho,
mas o que em nós se revela…
E ali…
entre o instinto e o sentir,
entre o receio e o abraço,
a fera não desaparece…
transforma-se…
E pela primeira vez…
não é solidão que carrega…
é pertença…
como quem nunca soube repousar,
como quem sempre viveu à margem,
do toque… do abrigo… do amar…
Nos seus olhos encontro a noite inteira,
profunda, indomável… mas cansada…
e sem que uma palavra se diga,
reconheço nela… uma alma perdida…
tão minha… quanto dela…
Não a prendo,
não a afasto,
apenas fico…
E nesse silêncio partilhado,
onde o medo já não tem lugar,
ela deixa-se ficar em mim…
e eu… aprendo a não fugir…
A Lua, testemunha desse encontro,
ilumina não o caminho,
mas o que em nós se revela…
E ali…
entre o instinto e o sentir,
entre o receio e o abraço,
a fera não desaparece…
transforma-se…
E pela primeira vez…
não é solidão que carrega…
é pertença…
III - A Fera
Aproxima-se sem pedir,
como quem sempre soube onde pertenço…
como quem sempre soube onde pertenço…
Traz nos olhos a inquietação da noite,
e no silêncio… tudo o que não digo…
Não a temo,
reconheço-a…
Porque nela,
vive o instinto que em mim se cala de dia…
Porque nela,
vive o instinto que em mim se cala de dia…
Abraço-a,
não por ser solitária…
mas porque sei que é nela,
que também existo…
E nesse encontro,
não há luta…
há pertença…










