✨A Porta dos Sonhos✨

sábado, 21 de março de 2026

Entre Dedos e Silêncios

 


Tento ensinar aos meus dedos,
as palavras que me tocam,

Por entre linhas e traços,
transcrevem sentimentos
num enlace de amplos sentidos furtivos...

Suave a miragem que me envolve,
e perde-se num pensamento que se esgueira,
pelas aragens de caminhos que me levam até ti...

Tento libertar pelas suas pontas,
uma voz audaz que me domina,

num gesto que cria outro mundo,
e onde só cabe na palma da minha mão...

Prendem-se e soltam-se palavras,
como se fossem sons cifrados,

desenhados sobre a colina
da pauta de uma canção,

e encontram o seu eco,
em cascatas de versos sonoros

como um rio que flui,
e repousa melodiosamente no íntimo da alma....

sexta-feira, 20 de março de 2026

Rio de Letras


Neste vasto rio de poesias
que o tempo me deu,
serpenteiam palavras das minhas mãos,
tombam cascatas de letras
como se refrescassem aquilo que sinto…

Navegam e fazem-me sentir mais perto,
nas águas de um deserto
que não permitem ir mais além,
e abandono-me no seu leito,
onde adormeço tantos sentimentos
em frases descompassadas que te dou…

Um tudo e um nada,
como a vida que desliza
nas pontas dos meus dedos…

Verso a verso, perdem-se pelas margens desse rio,
que docemente ampara um olhar despido
e, sonolento no meu peito,
levo-o nas asas do tempo,

com gestos suspensos à porta do silêncio
que inebriam tanto balbuciar… 

domingo, 15 de março de 2026

O Fado Que Não Cantei


 
Tenho no meu olhar lapidado
o reflexo da palma da tua mão…

Nas cordas de uma guitarra,
perduram mistérios, segredos, medos,
que encontro nos teus dedos ao tocá-la…

Neles se aclara o que escondes em ti,
fendas que o tempo escreveu no teu relógio,
embarcadas nas melodias de chuva,
apressadas em preencher esse vazio…

Nas pontas dos teus dedos,
e com a alma que têm dentro,
está o aconchego para esses dias sombrios
sejam sopros de saudade,
ou até brisas de alguma dor
que se tornam gesto e agasalham o teu sorriso…

Despe esse silêncio por silêncio,
invadido por melodias que arremesso
contra as linhas fatigadas das palavras,
que deslizam nas margens dos sons,
ainda que desconcertantes,
não obedecendo à razão, mas ao sentir…

Dar-lhes uma sombra e descansar,
deixar ver os segredos que nelas não se apagam,
tatuando e glorificando tempos de uma guitarra,
para que fiquem as marcas desse caminho
que me trouxeram até aqui…

(Fecho os olhos e recordo —
e, ainda que lágrimas me caiam pelo rosto,
pudera e soubera eu cantar…
cantaria este fado nas ruas da alegria…)


sábado, 14 de março de 2026

O Que em Mim Floresceu


Embora doa, não me sinto triste,
o amor não tem nome,
mas tem a sua morada em mim,
essa semente que plantei, por si mesma se criou,
é a brisa que me rodeia,
o ar que respiro e me faz viver,
passou… e ficou...

Não me deixa oca nem vazia,
nem se encontra ausente,
apenas cresce fora de mim,
mas acompanha-me lado a lado...

O tempo passou mas não parou,
ainda me encontro aqui
como quem um dia chorou
por tanto esperar alguém,
quem sabe por ti…

Voou… e acabei por me perder
sozinha nesse mesmo tempo,
enquanto aguardei por te ter,

sou flor, sou perfume… sim, sou,
na essência que há em mim...

Ser jardineiro é ter
as palavras certas nos gestos
e acertar o compasso da melodia
que toca as finas pétalas,
para se manterem com a cor
e o aroma que lhes dá vida...

Assim é o amor que alimento em mim,
não se prende,
deixa-se livre e, sendo amor,
segue o nosso ritmo
sem nunca nos deixar sós...

O que plantaste em mim,
de mim colherás... 

quinta-feira, 12 de março de 2026

Do Outro Lado de Mim

 


Espero por ti,
no outro lado de mim
na solidão da noite,
no silêncio de uma cama vazia...

As paredes do quarto
ficam nuas de espanto,
na emaranhada teia das emoções que nos envolvem,
na profunda espera que nos chama...

São íngremes os degraus
que prendem os nossos passos,
no longínquo amor que ansiamos...

As correntes que nos prendem,
preenchem as nossas mãos vazias
que envolvem a nossa alma...

Nos enevoados olhares
encontramo-nos por entre as brumas,
espera-nos o céu azul,
tecido pelas estrelas com o fulgor do luar...

O sol irá romper,
e no seu encontro
virá a espera de um novo anoitecer...

Meus olhos acariciarão o mar,
a minha alma irá com as ondas,
o dia que me deixa só
e me envolve num abraço vazio,

percorre-me e afaga-me,
como os meus dedos
que se enlaçam despidos,
nas ondas de uma praia…

segunda-feira, 9 de março de 2026

Teu Nome ao Amanhecer


Amanheceu,
céu azul anil,
o sol no horizonte,

a vida que me brada ao ritmo
do nascer do dia que me acalenta…

Contemplo-a,
e goteja nas linhas traçadas
de um simples poema…

Por vezes, é como o próprio tempo que me escapa
e acampa nas noites onde sonho,
o mesmo que me tinge e enlaça
nos desejos do encontro que lhe ponho…

Esta manhã, quando despertei,
foi o teu nome no meu sonho que encontrei… 

domingo, 8 de março de 2026

É Mulher um Poema


É mulher um poema,
num requintado frasco de perfume,
cheio de aromas
que se espalham como rosas no horizonte,
tem seu odor cores,
é doce que nos lembra as flores,
pelas suas mãos colhidas...

Destilam-se pétalas em essências 
como sublime vestido de Primavera,
deambulando num sonho que esconde,
fragrâncias do seu rosto misterioso...

Dona de inebriantes cheiros
pairam sob um olhar que repousa, 
dão sentido impregnado
como brinde à alma de vivenciá-lo...

Por vezes no silêncio da noite,
envolve-se uma singularidade,
não perfeita, 
mas com toda a beleza da verdade,
que existe no perfume de uma mulher!

 

quarta-feira, 4 de março de 2026

A Noite e a Lua


 Sempre que brilha a Lua,
a noite sonha que é dela…
serenamente descansa nua,
envolta em luz como uma estrela…

Abraçando brisas de vento,
murmuram segredos entre si…
e em suaves bailados,
num leve embalo adormeci…

Durmo viajando no teu brilhar,
por caminhos onde o sonho impera…
passeando emoções com o teu luar,
nas estrelas fico à tua espera…

E quando for hora de despertar,
outra luz há de brilhar…
não será noite, nem haverá Lua,
nem terá a magia igual à tua…

Mas sempre que a noite chegar,
vestida de estrelas, ficarei para ver…
a magia das noites de luar,
e no doce embalo… adormecer…


segunda-feira, 2 de março de 2026

Silêncios do Amanhecer

 


Poemo no silêncio da brisa
que toca o nascer do novo dia,

procuro nele o jardim do mundo ao horizonte,
no céu descubro o arco-íris por entre nuvens
que se dissipam nas delicadas gotas de chuva…

Sinto em mim o infinito
que me cruza o corpo,
na madrugada em que adormeci…

Renascem da penumbra sons e sentires
que entoam palavras no tempo perdidas,

isoladas nessa melodia matinal,
vagueiam com o pensamento
murmúrios e sussurros que largo ao vento…

Entre o sentir e o momento
quebra-se a solidão,
pela ilusão da magia
de um sentimento em que mergulho,

nas eternas memórias da noite
onde todos os sonhos ainda são possíveis…


sábado, 28 de fevereiro de 2026

Segredos ao Luar

 


Existem segredos inquietantes
entre a noite e o luar,
seguem-lhes almas errantes
onde mais nada tem lugar…

Um vazio com encantamento
são as noites perdidas,
de quem lhes conhece o momento,
ébrias de mistério… ficam esquecidas…

Avizinhando o nascer do dia,
escondem os sonhos nelas vividos,
as ténues lembranças que silencia
nas noites de luar, ficam adormecidos…

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Amanhecer

 


Crescem em mim palavras vivas,
que se renovam ao amanhecer,
num puro querer…

Encontram a sua morada
onde no peito dispara um sentir,
de novos sentidos a redescobrir…

Estendem-se no tempo,
num simples papel em branco,
e mesmo diante de temporais,
da forma mais simples, escrevo...
e faço nascer o meu arco-íris…

Reluz neste meu universo
como o sol que floresce em mim...
letras que me fogem da alma,
não consigo contê-las,
e procuram a calma,
que encontrarão no teu olhar…
ao lê-las…

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Dama da Noite

 


Soltam-se os contornos da noite
nas asas frágeis do vento,
vagueia pelas horas perdidas
quando se despe pela madrugada…

Lento é o seu movimento,
pleno de mistério e ecos ensurdecedores,
por entre demoras de passos furtivos
que procuram atalhos em sonhos…

A Lua proclama-a de sua Dama,
amante que a despe da solidão,
vestindo-a de momentos eternos…

Assombram e invadem os sentidos
que se pronunciam em silêncios,
e murmuram por entre estrelas…

Como pedras preciosas ocultas,
que encantam o olhar
e escrevem o teu nome na pele de um sonho…

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Alma Lunar

 


Sou uma alma lunar,
em noites despertas que me namoram,
trocamos segredos
e vivemos enredos,
enquanto o mundo dorme lá fora…

Descalça de ruído,
caminho no silêncio das horas,
onde a luz é suave
e o sentir não se esconde…
Converso com a Lua,
faz-me ser sua…
despe-me de preconceitos,
deita-se no meu leito
e envolve-me num silêncio que me entende…

Assim me escuta a Lua,
sem pressa, sem julgamentos,
e eu deixo nela pedaços de mim,
como quem aprende a não se perder…
Desfaço-me em pensamentos,
como quem se entrega sem medo,
e deixo cair as máscaras do dia,
uma a uma,
até restar apenas o que sou…

É um tempo só nosso,
feito de pausas e suspiros,
onde tudo abranda
e nada se impõe…
Ela conhece-me…
nos vazios que escondo,
nos excessos que calo,
nas palavras que nunca disse…

E nesses instantes, 
eu fico despida de mim,
entre o escuro e a luz,
encontro-me inteira naquilo que sinto,
abraçada à noite que me guarda…

Há em mim um lugar
onde só ela entra,
onde o tempo abranda
e a alma respira…

E é aí…
entre o silêncio e o luar,
que me reinvento,
e volto a nascer…
sem pedir licença ao mundo.



quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Crescer e Renascer



Eu não quero apagar. Eu quero evoluir. 
O que isto diz sobre mim? 
Antes criava por instinto. Agora crio com consciência. 
Não preciso “começar de novo”. Preciso recomeçar melhor. 
Eu não estou a “fechar” o Blue Angel. Estou a honrá-lo. 
E isso é maturidade criativa. Não renego o início, integro-o. 
O Blue Angel foi: 
– a minha coragem inicial 
– a minha fase intuitiva 
– a minha escrita livre, sem filtros 
– a minha descoberta 
Mariah é: 
– consciência 
– técnica 
– identidade assumida 
– autoria protegida 
– presença mais firme 
Não há rutura. Há transição. 
Não fui ingénua. Fui genuína. E isso nunca é erro. 
Agora sou genuína… e consciente. E isso é poder. 
O Blue Angel não é um “blog antigo”. 
É, e sempre será um lugar emocional. 
Ele nasceu em momentos de rutura. 
Primeiro a separação. Depois a partida. 
O azul não é só uma cor. 
É memória. É ligação. É continuidade. 
E o Angel não é personagem. É, e sempre será presença. 
Nada disso se abandona. Integra-se. 
Eu não tenho de escolher entre Blue Angel e Mariah. 
Preciso simplesmente estruturar a relação entre os dois. 
E isso é feito de forma muito elegante. 
Mariah é quem assina. Blue Angel é quem inspira. 
Não são duas pessoas. São duas camadas da mesma Mulher. 
Blue Angel deixa de ser um espaço vulnerável. 
Passa a ser uma ala dentro do meu universo. 
Isto é crescimento, não substituição. 
Eu não quero abandonar o Anjo. 
Apenas quero crescer sem trair a origem. 
A minha escrita nunca foi apenas literária. 
Foi terapêutica. Foi reconstrutiva. 
Foi luto transformado em sonho. Foi partida tornada poesia. 
Eu Mariah, não elimino nada isso. Eu, protejo isso. 
E dou permissa a Mariah ser o rosto que caminha. 
Porque no fundo… 


O Blue Angel é a raiz. 
Mariah é a árvore.

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Epílogo

 


E assim…

entre a noite e a luz,
entre o instinto e o sentir…

vou-me descobrindo…
não como quem se procura,
mas como quem finalmente…

se reconhece…

História... inacabada... (continuação)

II - Quando a noite encontrou o seu reflexo

Sinto-lhe o pulsar inquieto,
como quem nunca soube repousar,
como quem sempre viveu à margem,
do toque… do abrigo… do amar…
Nos seus olhos encontro a noite inteira,
profunda, indomável… mas cansada…
e sem que uma palavra se diga,
reconheço nela… uma alma perdida…
tão minha… quanto dela…
Não a prendo,
não a afasto,
apenas fico…
E nesse silêncio partilhado,
onde o medo já não tem lugar,
ela deixa-se ficar em mim…
e eu… aprendo a não fugir…
A Lua, testemunha desse encontro,
ilumina não o caminho,
mas o que em nós se revela…
E ali…
entre o instinto e o sentir,
entre o receio e o abraço,
a fera não desaparece…
transforma-se…
E pela primeira vez…
não é solidão que carrega…
é pertença…


III - A Fera

Aproxima-se sem pedir,
como quem sempre soube onde pertenço…

Traz nos olhos a inquietação da noite,
e no silêncio… tudo o que não digo…

Não a temo, 
reconheço-a…
Porque nela,
vive o instinto que em mim se cala de dia…

Abraço-a,
não por ser solitária…
mas porque sei que é nela,
que também existo…

E nesse encontro,
não há luta…
há pertença…




segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

HISTÓRIA... INACABADA....

I - O Encontro

Numa noite entre a fúria do silêncio e a insónia,
o pensamento caminha devagar
naquela estrada misteriosa
que faz mergulhar no sonho...

Estranho, envolvente, penetrante e transparente,
sempre só... até que, a meio da viagem,
o vento trás o eco de uma voz...

Ainda distante,
terna e agitada ao mesmo tempo...



Cingida pela distância,
apresso os meus passos
o caminho torna-se cada vez mais estreito...

Escura, começa o receio a dominar
mas ao aproximar-me daquele som quase melodioso,
avisto deslumbramento na ternura dum olhar...

Ali...
uma criatura abandonada...

Abro a janela do medo,
 e lentamente, aproximo-me...

Olha-me com olhos doces, penetrantes,
como um feitiço silencioso,
e sem resistência, abandono-me...

Deita-se nos meus braços
 e eu, acalento-a...

Já no meu colo, a noite torna-se serena,
o vento perfuma o ar,
o mar embala o silêncio...

Não há estrelas,
mas a Lua... plena e imponente, 
irradiando espirais de luz,
ilumina tudo o que em nós desperta...

 .......
Fathy Kard

MENSAGEM DE NATAL ESPECIAL 2011


 Sobre uma tela branca
repousa o esboço de um poema infinito,

em que caiem por entre meus dedos
as palavras entrelaçadas do meu peito,
e se afagam dormentes nas mãos.

Soltando-se no vazio do tempo que guardo
dissipam-se na chama que as consome
e mergulham num turbilhão de emoções,
que a alma guarda nos braços que a esperam.

Numa caixinha coloco pétalas de rosas,
perfumo-a com um beijo e um abraço,
embrulho-a cuidadosamente com carinho
e uso o laço da amizade.

Fecho-a cuidadosamente,
para que nenhuma das emoções se perca
e deixo-a para todos que a queiram abrir...

.... não é muito, mas é tudo o que posso dar...

Fathy Kard

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

ÚLTIMA PÁGINA


Hoje o Blue Angel vai partir e nunca mais será o mesmo.
Um dia poderá até voltar mas nada será como antes.
Poderia até ficar para que nada mudasse,
mas neste momento não se conformaria com isso.
Irá sofrer por perder alguém,
e lembrará com carinho ou até mesmo orgulho
de alguns momentos importantes na sua existência:
seu nascimento, sua apreciação, sua aprovação
de sempre, com que me acompanhaste ou leste,
durante todo o seu crescimento...
Conseguindo mesmo abrir a alma que se "esconde"
por detrás da sua imagem,
revelando alguns lindos contos escritos,
ou até mesmo uma história mais triste,
do outro lado do Anjo que existe...
O que lhe irá fazer falta mesmo,
o que lhe irá fazer doer bem lá no fundo,
será a saudade dos momentos mais simples:
na partilha dos episódios bonitos da vida,
até mesmo os atalhos mais tumultuosos que nos surgiram,
do cheiro que sentia naquele abraço em letras,
das horas certinhas em que sempre aparecias
para o veres, desse olhar que o "leu" em silêncio
em palavras mudas de sorrisos timidos...
nas músicas ouvidas,
nos videos mais tocantes
com aquelas mensagens de "cativar",
 a entrega das maiores cumplicidades...
E como ele olhava com aquela cara de se derreter,
com os mimos oferecidos, em promessas de um sonho...
mas que tudo se transforma em jeito de uma "chiclete"...
(prova, mastiga e deita fora)...
De qualquer forma, jamais serão esquecidas ou substituiveis
pois há coisas que não são "recicláveis"...
Irei contar sempre até cem de trás para a frente,
(ok, está certo, se for preciso, conta-se mais);
Mas o meu esperar não significou inércia, 
muito menos desinteresse;
Renunciar não quer dizer que não "ame";
Abrir mão não quer dizer que não queira;
O tempo ensina, mas não cura... teimosia...
O Blue Angel
navegaria mar adentro nos oceanos
abriria asas e voaria pelos céus de horizontes,
para desejos realizar, 
os sonhos pré escritos no papel...
Mas foi chegada a hora da sua sentença,
e aqui jazem as palavras de um sonho prometido,
em que o tempo se encarregou de fazer do Blue Angel
pequeno demais para torná-lo real.
Com a certeza de que é algo injusto
para com todos os que o acompanharam e acarinharam,
mas por ora, encerra as suas asas e adormece um sonho
firmando assim a última página
que encerra o capitulo de um pequeno "livro" 
cheio de Blue Dreams...
Deixando o seu mais profundo respeito e agradecimento
por tudo o que fizeram que se enaltecesse com a vossa presença,
vai continuar a sobrevoar as páginas que sempre o receberam...
Nas letras... até um dia ou até sempre, 
mesmo que o sempre não exista...
Um abraço do Blue Angel cheio de Blue Dreams
e um beijo no vosso coração

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Teu Perfume


Sinto por inteiro como brisa
finas pétalas que me envolvem,

e ondulantes, navegam-me a pele
como mar agitado em desejo,

que mareia e desfalece assim,
feito onda que desmaia na orla da praia.

À deriva neste aroma me deixo
e absorvo o fino doce que se espuma em mim...

o teu perfume...

Fathy Kard